segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Holy-days....

Holidays!

domingo, 16 de agosto de 2009

Festa!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Trazia o céu de Lisboa?

Afoita, cortês
Curiosa, inquisitiva
Abriu asas e partiu
Não havia migalhas
e eu não falo gaivotês

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Acolhença

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Regaço

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Luar de Agosto

sábado, 25 de julho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009



quinta-feira, 25 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

terça-feira, 16 de junho de 2009


O mar azul e branco e as luzidias
Pedras – O arfado espaço
Onde o que está lavado se relava
Para o rito do espanto e do começo
Onde sou a mim mesma devolvida
Em sal espuma e concha regressada
À praia inicial da minha vida.

Sophia de Mello Breyner
Mar

domingo, 26 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

sábado, 11 de abril de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

sábado, 7 de fevereiro de 2009

História das Palavras


As mulheres e os homens estavam espalhados pela Terra. Uns estavam maravilhados, outros tinham-se cansado. Os que estavam maravilhados abriam a boca, os que se tinham cansado também abriam a boca. Ambos abriam a boca.
Houve um homem sozinho que se pôs a espreitar esta diferença - havia pessoas maravilhadas e outras que estavam cansadas.
Depois ainda espreitou melhor: Todas as pessoas estavam maravilhadas, depois não sabiam aguentar-se maravilhadas e ficavam cansadas.
As pessoas estavam tristes ou alegres conforme a luz para cada um - mais luz, alegres - menos luz, tristes.
O homem sozinho ficou a pensar nesta diferença. Para não esquecer, fez uns sinais numa pedra.
Este homem sozinho era da minha raça - era um Egípcio!
Os sinais que ele gravou na pedra para medir a luz por dentro das pessoas, chamaram-se hieróglifos.
Mais tarde veio outro homem sozinho que tornou estes sinais ainda mais fáceis. Fez vinte e dois sinais que bastavam para todas as combinações que há ao Sol.
Este homem sozinho era da minha raça - era um Fenício.
Cada um dos vinte e dois sinais era uma letra. Cada combinação de letras uma palavra.
Todos dias faz anos que foram inventadas as palavras.
É preciso festejar todos os dias o centenário das palavras.

Almada Negreiros

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Encostas a face

Encostas a face à melancolia e nem sequer
ouves o rouxinol. Ou é a cotovia?
Suportas mal o ar, dividido

Entre a fidelidade que deves

à terra de tua mãe e ao quase branco
azul onde a ave se perde.
A música, chamemos-lhe assim,
foi sempre a tua ferida, mas também

foi sobre as dunas a exaltação.
Não ouças o rouxinol. Ou a cotovia.
É dentro de ti
que toda a música é ave.

Eugénio de Andrade