domingo, 30 de novembro de 2008
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fotografia Maramar;
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
- O que é o pensamento?
-Porque pergunta?
-Porque se diz que pode ser tanta coisa... e eu acho que é só uma: aquilo que pensamos!
-Pois…., pode ser aquilo que pensamos porque estamos a tentar resolver um problema. Quando temos que resolver um problema precisamos de pensar melhor. Sem problemas a vida era muito vazia, não precisávamos de usar a cabeça para pensar na melhor maneira de agir. Seria uma grande chatice!
-…
- Então quer dizer que ainda bem que temos problemas, é isso?
-Os problemas não têm que ser todos complicados. Podem só ser situações que não estávamos à espera que acontecessem. Porque nunca tínhamos pensado nelas. Temos de estar sempre preparados para o imprevisto. Mas eu acho que basta que acreditemos que somos capazes de os resolver, pensando bem para encontrar a melhor solução. Há sempre solução para os problemas, seja ela qual for. É assim que aprendemos muita coisa. A resolver os problemas.
-Então para que é que é preciso estudar? Ir à escola, fazer trabalhos…
- Porque na escola e com os livros aprendemos a pensar melhor. Aprendemos muitas coisas com os livros e com os professores que nos ajudam a perceber melhor o que eles contam. Eles contam o que as pessoas já aprenderam sobre as coisas, as pessoas e o mundo. É preciso aproveitar tudo o que eles nos possam ensinar.
- Mas então o que é aprender? É estudar ou resolver problemas?
- Aprendemos com tudo, se quisermos e estivermos dispostos a isso.
- Mas é preciso ter muita paciência, não é?
-Porque pergunta?
-Porque se diz que pode ser tanta coisa... e eu acho que é só uma: aquilo que pensamos!
-Pois…., pode ser aquilo que pensamos porque estamos a tentar resolver um problema. Quando temos que resolver um problema precisamos de pensar melhor. Sem problemas a vida era muito vazia, não precisávamos de usar a cabeça para pensar na melhor maneira de agir. Seria uma grande chatice!
-…
- Então quer dizer que ainda bem que temos problemas, é isso?
-Os problemas não têm que ser todos complicados. Podem só ser situações que não estávamos à espera que acontecessem. Porque nunca tínhamos pensado nelas. Temos de estar sempre preparados para o imprevisto. Mas eu acho que basta que acreditemos que somos capazes de os resolver, pensando bem para encontrar a melhor solução. Há sempre solução para os problemas, seja ela qual for. É assim que aprendemos muita coisa. A resolver os problemas.
-Então para que é que é preciso estudar? Ir à escola, fazer trabalhos…
- Porque na escola e com os livros aprendemos a pensar melhor. Aprendemos muitas coisas com os livros e com os professores que nos ajudam a perceber melhor o que eles contam. Eles contam o que as pessoas já aprenderam sobre as coisas, as pessoas e o mundo. É preciso aproveitar tudo o que eles nos possam ensinar.
- Mas então o que é aprender? É estudar ou resolver problemas?
- Aprendemos com tudo, se quisermos e estivermos dispostos a isso.
- Mas é preciso ter muita paciência, não é?
sábado, 22 de novembro de 2008
Aqui está minha vida - esta areia tão clara
com desenhos de andar dedicados ao vento.
Aqui está minha voz - esta concha vazia,
sombra de som curtindo o seu próprio lamento.
Aqui está minha dor - este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança - este mar solitário,
que de um lado era amor e, do outro, esquecimento.
Cecília Meireles
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
A memória é essa claridade fictícia das sobreposições que se anulam. O significado é essa espécie de mapa das interpretações que se cruzam como cicatrizes de sucessivas pancadas. Os nossos sentimentos. A intensidade do sentir é intolerável. Do sentir ao sentido do sentido ao significado: o que resta é impacto que substitui impacto - eis a invenção.
Ana Hatherly, in 'A Cidade das Palavras'
Ana Hatherly, in 'A Cidade das Palavras'
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terça-feira, 11 de novembro de 2008

geme o restolho triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário
geme o restolho preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem côr e sem vontade
geme o restolho a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração
geme o restolho a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa é enorme, intensa, aguda
mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração
Mafalda Veiga
domingo, 9 de novembro de 2008
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Neste espaço a si próprio condenado
Dum momento para o outro pode entrar
Um pássaro que levante o céu
E sustente o olhar
Com a tristeza acender a alegria
Com a tristeza acender a alegria
Com a miséria atear a felicidade
E no céu inocente da visão
Fazer pulsar um pássaro por vir
Fazer voar um novo coração
Alexandre O'Neill
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sábado, 8 de novembro de 2008
Aprender a crescer
Final de tarde de sexta-feira.
Foi uma conversa importante entre duas pessoas crescidas. Uma mais velha do que a outra, e só por isso mais experiente, mas sempre a caminho de aprender.
Porque estamos sempre a aprender.
Sobretudo com as crianças.
Porque todas as experiências são válidas. É preciso saber agarrar as importantes. Afinal, concluímos, boas ou más, todas elas são importantes.
Os desafios são permanentes.
Ainda bem.
É assim que aprendemos.
É assim que crescemos.
Uma conversa que acabou assim:
Foi uma conversa importante entre duas pessoas crescidas. Uma mais velha do que a outra, e só por isso mais experiente, mas sempre a caminho de aprender.
Porque estamos sempre a aprender.
Sobretudo com as crianças.
Porque todas as experiências são válidas. É preciso saber agarrar as importantes. Afinal, concluímos, boas ou más, todas elas são importantes.
Os desafios são permanentes.
Ainda bem.
É assim que aprendemos.
É assim que crescemos.
Uma conversa que acabou assim:
terça-feira, 4 de novembro de 2008

A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
Carlos Drummond de Andrade
Verdade
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