Estava de bruços, consumida pelo papel acumulado que esperava o seu destino. Que aguardava empilhado, pendente, à espera do tempo para ser pegado. Para depois finalmente poder ser traçado o seu caminho. Papel feito gente, assunto, problema, solução. O sol brilhava lá fora, desafiava para a dança, mas o papel continuava a reclamar!
E de repente, do outro lado da linha do telefone, que alegria ouvir dizer olá!....., e sem que conseguisse adivinhar porquê, pede-lhe para esperar,
...não desligue mãe...,
...estava a caminho...,
...está a ouvir?
E chega-lhe a voz do mar….vinda de tão longe, ali tão perto!

