Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania: mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza, que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente, nem é vento com certeza.
Augusto Gil, Balalada de neve

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