sexta-feira, 13 de julho de 2007

Desperdício

(foto Maramar)
Quando não vês as manhãs claras que anunciam
O renascer do que ontem ficou
Quando não já ouves os gritos que ecoam
Dos pássaros que ouvem o que não podes

Quando já não sentes o aroma que deixou
Aquele momento que já passou
Quando deixaste de procurar o calor
Da hora que viveste e não voltou

Quando já te esqueceste de sorrir
Porque a tua vida se fechou
A um longo silêncio se abandonou
Numa sombra se embrulhou e assim ficou

Quando já não lembras o que te abarcou
À tua alma e a quem te amou
Quando já nada sequer te importou
Porque o teu ensejo se desbotou

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