Nada melhor do que uma criança de oito anos ávida de atenção permanente, carinho e motivação para que tenhamos de fazer parar o ritmo acelerado do dia, atestado a cada minuto em (des) quefazeres e abrandarmos o passo. O nosso movimento e “estar” passa a ser entregue ao próprio tempo e ritmo da criança. Coisa fantástica!
No caminho entre a escola e o chegar a casa, um “desvio” de meia hora passou a ser rotina. Basta isso. Só meia hora. Toda ela dedicada ao sabor da vontade. Lanchar num jardim, correr pela relva fora, comer um gelado à beira-rio, ou simplesmente sentar-se num banco e deixar a conversa correr. Porque nunca faltam assuntos de conversa. Sobre as aulas, sobre a ferida no pé que ficou do jogo de futebol, sobre a proeza feita na aula de ginástica que ninguém conseguiu igualar.
Também não faltam os intermináveis porquês de quem tem a curiosidade à flor da pele. Tudo o que o rodeia é motivo para questionar. Tanta coisa por descobrir!...e que nunca reparamos durante a fúria dos dias!
E durante essa meia hora damos por nós a viver a vida, em vez de a sobreviver.

1 comentário:
Um belo exemplo de uma grande mãe!!!Todos os pais deviam fazer o mesmo!
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