«O mar é azul...» desafia o meu filho mais novo.
Sentados à beira-mar, num daqueles dias esplendorosos de verão em que só apetece mesmo estar ali, naquele sítio, sentir a areia que nos acolhe no colo e depois mergulhar naquele mundo fresco e fervilhante que nos convida a abraçá-lo.
Sentados à beira-mar, num daqueles dias esplendorosos de verão em que só apetece mesmo estar ali, naquele sítio, sentir a areia que nos acolhe no colo e depois mergulhar naquele mundo fresco e fervilhante que nos convida a abraçá-lo.
«Mãe, o mar é azul...» insiste, encosta-se a mim, e espera...Quer ouvir de novo a história das cores do mar.
Não, o mar não é azul, é muito mais do que azul! Antes de mais, o mar é transparente. Quando chegamos mesmo à beirinha para molhar os pés, conseguimos vê-los à transparência. Assim como a água que ele vai buscar com o balde para fazer os castelos. E tudo o que é transparente brilha quando lhe reflectimos a luz. Como o vidro ou o gelo. O mar também brilha, parece um enorme espelho quando o sol começa a descer e a fechar o dia, ao fim da tarde.
Mas de manhã muito cedo, quando o dia nasce, o mar encontra todos os tons de verde. Desde o mais claro ao mais escuro, à medida que vamos alargando o olhar até ao horizonte. Aí ele guarda sempre uma faixa mais escura, de um cinzento azulado, como se estivesse triste por se despedir de nós, porque deixamos de o alcançar. Só quando o dia começa a subir o mar encontra os azuis. O sol já vai no alto e o mar alarga a palete de cores sempre que as ondas dele se levantam, primeiro devagar, azuladas e preguiçosas. No início parecem cansadas, movimentam-se lentas e arrastadas. Quando começam a engordar mais à frente, é como se fizessem entre elas um campeonato, para ver qual delas chega mais alto, e esticam-se, esticam-se até não poderem mais, em tons de verde claro, mais claro, ainda mais claro, enquanto sobem mais alto..., mais..., mais ainda! E quando já não conseguem aguentar mais, rebentam e desfazem-se numa enorme espuma branca, brilhante, vigorosa. E o mar fica branco, fervilhante de vida e movimento.
E de noite...De noite o mar é negro, grandioso, misterioso. Envoltos no silêncio da noite, podemos imaginar a ondulação porque se ouvem bem as canções das ondas, o seu resfolhar contínuo, incansável, continuamente em movimento. Se a noite for de lua cheia, então sim, podemos ver aquela faixa de espuma branca rebentada, que o luar faz brilhar, contrastanto com aquele negro imensurável.
O mar não é azul. O mar tem em si todas as cores.
Mas de manhã muito cedo, quando o dia nasce, o mar encontra todos os tons de verde. Desde o mais claro ao mais escuro, à medida que vamos alargando o olhar até ao horizonte. Aí ele guarda sempre uma faixa mais escura, de um cinzento azulado, como se estivesse triste por se despedir de nós, porque deixamos de o alcançar. Só quando o dia começa a subir o mar encontra os azuis. O sol já vai no alto e o mar alarga a palete de cores sempre que as ondas dele se levantam, primeiro devagar, azuladas e preguiçosas. No início parecem cansadas, movimentam-se lentas e arrastadas. Quando começam a engordar mais à frente, é como se fizessem entre elas um campeonato, para ver qual delas chega mais alto, e esticam-se, esticam-se até não poderem mais, em tons de verde claro, mais claro, ainda mais claro, enquanto sobem mais alto..., mais..., mais ainda! E quando já não conseguem aguentar mais, rebentam e desfazem-se numa enorme espuma branca, brilhante, vigorosa. E o mar fica branco, fervilhante de vida e movimento.
E de noite...De noite o mar é negro, grandioso, misterioso. Envoltos no silêncio da noite, podemos imaginar a ondulação porque se ouvem bem as canções das ondas, o seu resfolhar contínuo, incansável, continuamente em movimento. Se a noite for de lua cheia, então sim, podemos ver aquela faixa de espuma branca rebentada, que o luar faz brilhar, contrastanto com aquele negro imensurável.
O mar não é azul. O mar tem em si todas as cores.

3 comentários:
que bela contadora de histórias... será podemos consultar o repertório em busca de mais?
este blogue está numa produção continua, não se avista o fim... espero que continue assim.
um beijinho
:))))
Estou com o Duarte,que fonte de inspiração inesgotável!...
Este blog e o acossado não param,não temos pedalada para tanto...
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