terça-feira, 12 de junho de 2007

De que vale correr assim
Numa corrida sem beira
Toda a hora num frenesim
Até a vida nos saber a poeira

E somos gente mesmo assim...

O dia começa desaforado
Temos pressa de o ver acabado
Iludidos, tontos, em atropelos
Deixamos para depois os nossos zelos

E somos gente mesmo assim...

E de esgar assomado, apressado
E acelerado, nem damos conta
Que afinal a vida nos passa ao lado
E quem nos chama, não nos encontra

E somos gente mesmo assim...

E estafados continuamos
A desbravar o nosso caminho
Tão teimosos, nem reparamos
Nesse trilho está o nosso engano!

E somos gente mesmo assim...

E em tornado permanente
A nossa vida segue em frente
Tão depressa, é extraordinário
Parar não consta do vocabulário

E somos gente mesmo assim...

Quando no meio do frenesim
Recordamos a paixão
O motivo e a razão
Que nos faz correr assim!

1 comentário:

Anónimo disse...

Quando comecei a ler passei rapidamente para o fim,para ver de quem era o poema.
És um talento!...