Vivo rodeada de livros. De todos os géneros, mas sobretudo poesia. Desde muito cedo virada para o universo do papel, letras, histórias e idéias... Herança do meu pai certamente, que descobri já adulta, quando já acamado e doente, me pedia para lhe ler poesia.
Tenho sempre vários em mãos, inacabados. Porque pego neles conforme o estado de espírito. Ando sempre com um na carteira, à espera de uma pausa durante o dia para lhe poder pegar. Nem sempre consigo, mas transporto-o na carteira na mesma. Faz-me companhia. Nunca se sabe, quando se sai de casa de manhã para a fúria e correria do dia, se aquela merecida pausa não poderá surgir. Sempre que esse milagre acontece, agarro logo nele. Os meus livros espalham-se pela casa, em pilhas diversas, à espera de eu ter uns minutos para passar os olhos por eles. Na mesa de cabeceira a pilha vai aumentando. A minha fada do lar, certamente espantada com tanto livro que se vai amontoando ao lado da minha almofada, arruma-os nas estantes. Para os encontrar no mesmo sítio quando cá volta. Já desistiu, e percebeu que é mesmo assim. São para lá estar ao pé de mim.
Acabei um ontem. Delicioso!

Relógio d’Água, 2006
«e havia qualquer coisa no silêncio. rose gostava do silêncio e de alguma música, de sons de animais, do som da água. estava perto do mar, e perguntou a si mesma se aquele caminho terminaria no mar, todos os caminhos acabam no mar, ou pelo menos o meu acaba, sempre o soube, como um barco ou uma gaivota»
Tenho sempre vários em mãos, inacabados. Porque pego neles conforme o estado de espírito. Ando sempre com um na carteira, à espera de uma pausa durante o dia para lhe poder pegar. Nem sempre consigo, mas transporto-o na carteira na mesma. Faz-me companhia. Nunca se sabe, quando se sai de casa de manhã para a fúria e correria do dia, se aquela merecida pausa não poderá surgir. Sempre que esse milagre acontece, agarro logo nele. Os meus livros espalham-se pela casa, em pilhas diversas, à espera de eu ter uns minutos para passar os olhos por eles. Na mesa de cabeceira a pilha vai aumentando. A minha fada do lar, certamente espantada com tanto livro que se vai amontoando ao lado da minha almofada, arruma-os nas estantes. Para os encontrar no mesmo sítio quando cá volta. Já desistiu, e percebeu que é mesmo assim. São para lá estar ao pé de mim.
Acabei um ontem. Delicioso!

Relógio d’Água, 2006
«e havia qualquer coisa no silêncio. rose gostava do silêncio e de alguma música, de sons de animais, do som da água. estava perto do mar, e perguntou a si mesma se aquele caminho terminaria no mar, todos os caminhos acabam no mar, ou pelo menos o meu acaba, sempre o soube, como um barco ou uma gaivota»

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