terça-feira, 29 de maio de 2007

Dia Mundial da Energia.Por cá as coisas funcionam assim....

Somos diariamente confrontados com os efeitos que provocamos pelo constante e inadequado aumento de consumo das energias não renováveis. O "efeito de estufa”, “aquecimento global”, fazem parte do nosso vocabulário, e ainda bem.
Todos sabemos da importância e vantagem das inesgotáveis energias renováveis, somos diariamente alertados para o consumo moderado de energia, os programas escolares do 1º ciclo já abordam estas temáticas, tão importantes no mundo actual e que urge dinamizar e explorar.
É urgente consciencializar a humanidade para a importância desta questão que nos aflige a todos e à futuras gerações. Foram dados os primeiros passos para o alerta. Mas há tanto ainda por fazer...


Hoje é o dia mundial da energia.
Por acaso também foi dia de eu voltar ao balcão da EDP para pagar uma conta. Já lá tinha estado na véspera, mas faltavam ainda acertar mais contas.
Chego logo de manhã, antes de entrar ao serviço, o relógio dá as horas e a fila continua na mesma: parada. A menina da caixa, de unha pintada de roxo, semblante pardo e mal disposto, brada em voz alta e esganiçada. A impressora não funciona. Não tem trocos para dar porque o colega ainda não chegou do banco. E parece que a culpa é nossa, porque a fila continua na mesma. Quando finalmente chega a minha vez, cumpro a minha parte do contrato. E qual não é o meu espanto, oferecem-me uma lâmpada economizadora. Mas antes perguntam se posso responder a um inquérito.
Uma outra menina de balcão, que certamente terá frequentado daqueles mini-cursos de front-office, esboça um sorriso vítreo, daqueles que não chegam aos olhos, e fala em tom de voz flautado: «São só uns segundos, porque é dia mundial da energia». Está bem, já que estou atrasada, mais uns segundos não fariam grande diferença e acato o meu dever de cidadã consciente. Mas o inquérito nunca mais acaba. Só falta perguntar o que tinha comido ao pequeno almoço. Já irritada com tanta pergunta fora do contexto, quero saber qual a finalidade. Responde-me a menina treinada: «Não sabemos. Só estamos aqui para fazer as perguntas...»

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